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Entrevista com Flávio Paiva, CEO e fundador da IPC Brasil

10.01.2019 | EM Notícias

O ano de 2019 começa com muitos desafios, e um cenário econômico ainda incerto. Com possíveis mudanças no mercado nacional, o desafio é se manter nesse ambiente de instabilidade. O ano de 2018 foi marcado por grandes comemorações e crescimento na IPC Brasil. A empresa completou 10 anos e, apesar do ambiente econômico ainda não ser estável, cresceu mais que a inflação. 

Confira a entrevista com o CEO e fundador da IPC Brasil, Flávio Paiva, sobre o ano de 2018 e os desafios que reservam 2019:


- Qual o balanço que a IPC Brasil faz de 2018? 

Foi um ano importante para a IPC Brasil. Apesar do ambiente macroeconômico ainda ácido, tivemos um crescimento maior do que a inflação nas operações gerais. Tal resultado já deveria ser suficiente para comemorar. Entretanto, para a mais jovem linha de produtos da companhia, tintas para impressoras do segmento de sublimação e de impressões em pequenos formatos, crescemos 360%, saltando de 0,5% para 2% na participação do faturamento. 
Mesmo com o desempenho nesse nível, ainda ficou uma ponta de frustração, pois esperávamos mais. O importante foi a consolidação do que chamamos de “reforma da casa”. Aprofundamos a expansão da infraestrutura, principalmente de informações, e evoluímos em ferramentas de gestão, o que nos colocará em melhor posição para um maior crescimento em 2019. 

- Chegamos aos 10 anos. Como foi o caminho até aqui? 

Outra marca do ano que se foi: 10 anos completados. Vivemos 2018 em comemoração, recontando a nossa história de uma década como IPC Brasil, mas com mais de 25 anos de experiência na bagagem. A IPC Brasil nasceu em decorrência de uma cisão societária, porém com um projeto diferente do anterior, pois mudou a base sobre a qual tudo seria construído: a missão, a visão e os valores.
As agruras iniciais de restrição por conta do tamanho - havia muito mais demanda do que poderíamos ofertar de produtos - logo foram superadas e o crescimento foi mais rápido do que se imaginava. Atualmente, a IPC Brasil ultrapassa com folga o tamanho da empresa a qual se originou, considerando o momento anterior à cisão. O sonho de ser um player importante no cenário que nos propusemos estar, seguindo princípios como respeito incondicional pelas pessoas, excelência com simplicidade, resultados com ética e método e sustentabilidade econômica, social e ambiental, se realizou. 

- O ano de 2018 acabou. A IPC Brasil terá novidades em 2019?

Sim, teremos novidades para dentro e para fora. Para dentro, vamos implementar um projeto de desenvolvimento de pessoas, em formato diferente do atual, pois temos novos talentos a desenvolver e metas ambiciosas a atingir. Vamos aprimorar também nossa área de sistemas de informação, que envolve sistema de gestão em si, comércio digital e inteligência de negócio, ao lado das ferramentas já utilizadas para operação e gerenciamento. Do balcão para fora também teremos novidades. Estamos com diversos produtos novos, pensados e desenvolvidos pela IPC Brasil e produzidos por parceiros contratados no papel de Fabricante Original de Produtos, utilizando a nossa marca própria: Gipp.

- Como você enxerga o próximo ano para o setor da construção civil e industrial? 

Tivemos anos de baixo crescimento no Brasil, mas as perspectivas são boas. Creio que estejamos trocando de ciclo. O mercado imobiliário deve aquecer com as incorporadoras conseguindo se desfazer dos estoques atuais e isso induz pensar até em crescimento de preços acima da inflação, dando um alento para novos investimentos na construção civil. Na indústria geral, vê-se o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) atingindo 63,8 pontos em dezembro, sendo o maior desde junho de 2010. Neste contexto, a IPC Brasil, que tem seus clientes inseridos nos setores da construção civil e industrial, deverá ter um ambiente mais propício ao crescimento de suas vendas. Enquanto isso, no ambiente interno da companhia projetos implementados em 2018, como aumento dos níveis de estoques, devem gerar resultados de eficiência operacional, enquanto no ambiente macroeconômico espera-se cenário estável, com IPCA em torno de 4%, câmbio no patamar atual (3,80), taxa Selic em torno de 7% e o PIB crescendo algo em torno de 2,5%. Se tudo isso se confirmar 2019 deverá ser muito melhor do que 2018. 

- O setor de importações?

Para as importações o driver é o câmbio. Vivemos recente instabilidade cambial com a moeda americana cruzando a barreira de 4 reais, o que gerou aumento de custos e aperto significativo da margem de lucro dos importadores.  A estabilidade da moeda é um fator importante para o sucesso do comércio exterior brasileiro, mas não o único. 
O comércio entre nações é uma via de mão dupla, não há exportações sem importações. O novo governo parece entender essa realidade, não sinalizando tratar o setor importador como vilão. Ao contrário, o produto estrangeiro pode regular preços, atualizar tecnologia de produção e ajustar estoques em tempos de aumento de consumo, como se espera. Redução de barreiras tarifárias e técnicas estão prometidas, especialmente para bens de capital, matérias-primas e produtos semimanufaturados. A pressão da indústria doméstica virá muito forte. Afinal, o modelo protecionista implementado há anos no Brasil parece estar sendo ameaçado. A IPC Brasil deverá se beneficiar indiretamente também desse cenário. Com assento na Associação Brasileira de Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (ABIMEI) a IPC Brasil pleiteia redução de custos de importação e regulação racional do setor de hidráulica industrial.